domingo, 23 de agosto de 2009

História de Israel









INSTRUÇÃO PREPARATÓRIA
PARA OBREIROS, PROFESSORES DA ESCOLA BÍBLICA E ASPIRANTES DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS – MIN. DO BELÉM/ SETOR 50.


DISCIPLINA:
História de Israel
Profº Antonio Pereira dos Santos

I/2009







SUMÁRIO

Apresentação, 3
Prefácio, 3
Cronograma de aulas ,3
Introdução ao Mundo Antigo, 4
O Oriente Antigo, 5
O Êxodo, 7
A Tomada da Terra, 8
As 12 Tribos, 9
Os Reinos, 9
Quadro Cronológico da História de Israel, 11

Bibliografia, 12

Anexos, 13


Agradecimentos, 15





Apresentação

Muito longe da pretensão de apresentar uma visão geral da história de Israel, está a confecção deste simplório panorama de estudos que pretende oferecer ás pessoas que possuem um conhecimento mínimo dos escritos bíblicos um conhecimento pouco mais abrangente para a interpretação dos eventos históricos, bem como compreender o processo que envolve a pré-história de Israel , sua formação como estado, auge e decadência. O autor desta, é professor das disciplinas de História, Geografia e Sociologia, sendo que a mesma estará impregnada com os conceitos, conteúdos e métodos professados por tais disciplinas.

Prefácio

Investigar o passado é um assunto que por si só, desperta grande interesse para a humanidade, no entanto, esta investigação deve ser conduzida com muito cuidado, a fim de reduzir os equívocos que freqüentemente surgem nas tentativas de olharmos para traz. É importante ressaltar que o passado já se passou e jamais retornará, quando olhamos para traz, na verdade estamos olhando através de um espelho, nossos olhos estão direcionados para frente, para o futuro, e com eles nosso imaginário amplamente cristalizado pela cultura que nos é própria, e esta mesma cultura torna-se o principal empecilho, que não nos possibilita enxergar no espelho mais do que pequenos fragmentos codificados, volto a ressaltar que o passado em sua totalidade jamais voltará, mas poderemos aos poucos e com muito cuidado juntar as peças deste grande quebra-cabeças para ampliar nosso foco de visão.



Cronograma das Aulas:

1. Apresentação do Curso, Metodologia e Objetivos
2. Introdução ao Mundo Antigo
3. O Oriente Antigo
4. O Êxodo
5. A Tomada da Terra
6. As 12 Tribos
7. 8, 9,e 10 Os Reinos
11 e 12.Revisão e avaliações de aproveitamento.



Introdução ao Mundo Antigo
* Antonio Pereira dos Santos


A história da humanidade convencionalmente está divida em:
Pré-história (antes de 4.000a.C)
Idade Antiga (de 4.000a.C á 476d.C)
Idade Média (de 476dc á 1453d.C)
Idade Moderna (de 1453 á 1789d.C)
Idade Contemporânea (de 1789d.C até os dias de hoje)



A partir de 4.000 anos antes de Cristo a humanidade encontra-se em um estágio de evolução bem avançado, sendo que se dá nesta época a descoberta da escrita que possibilita ao homem registrar sua própria existência de forma mais precisa. Nasce á partir de então o complexo conceito de nação, que é uma comunidade natural de homens que, reunidos num mesmo território, possuem em comum a origem, os costumes e a língua.
A tradição comum de cultura, origem e raça, somado a consciência do grupo humano de que esses elementos comunitários estão presentes, é fundamental para a existência da nação, que une em seus membros, mais do que a identidade de idioma ou a convivência num mesmo território, é o vínculo puramente moral ou psicológico representado por um destino comum, forjado na história da formação da nacionalidade, que define que todos os homens pertencentes ao grupo estão unidos não apenas porque seus antepassados também o estiveram, mas porque assim o querem permanecer no presente, para atingir os objetivos comuns no futuro (á cima figura em argila de Hamurabi, Imperador do 1º Império Babilônico mencionado no livro de Gênesis cap.11 com o nome de Ninrode).
Este conceito de nação com o decorrer do tempo evoluirá para conceito de Estado que é um conceito extremamente político que assimila os indivíduos congregados em determinado território sob um governo comum.
Esta compreensão proporcionará os grandes aglomerados de povos que mais tarde chamaremos de Impérios.
Por sua vez, os mecanismos de troca e de acumulação de excedentes resultarão no conceito de dinheiro, e somado a tudo isto, temos o homem já sedentarizado dominando práticas primitivas de agricultura e pecuária, e uma vez agrupadas estas práticas geraram um excedente que propiciou a construção e consolidação de grandes cidades, templos e palácios luxuosos, tal como o desenvolvimento das ciências e etc.

Entre outros, podemos citar 7 grandes impérios da Antiguidade:

Egípcio: Governado pelos Faraós
1º Babilônico: Destacando-se Hamurabi
Assírio: Principal Imperador Senaqueribe
2º Babilônico: Destacando-se Nabucodonosor
Medo-Persa: Destacando-se Dario o Medo e Ciro o Persa
Macedônico: Destacando-se Alexandre o Grande
Romano: Governado pelos Césares


Os Impérios nas citações bíblicas:

Egípcio: Gênesis cap. 39 ao 50; Êxodo cap. 01 ao 14
1º Babilônico: Gênesis cap.11.
Assírio: Isaias cap. 36
2º Babilônico: Jeremias cap. 27 ao 30; Daniel cap. 01 ao 05, Judite cap. 01, Baruc cap. 01
Medo-Persa: Daniel cap. 06 ao 11; Isaias cap. 45
Macedônico: Daniel cap. 12; 1 Macabeus cap. 01
Romano: Todos os Livros do Novo Testamento

O Oriente Antigo
* Antonio Pereira dos Santos


Compreendemos como Oriente antigo as civilizações Egípcia, Hitita, Assíria, Mitanni e Babilônica e as diversas tribos Proto-árabes que habitavam a região que no período Romano foi chamada de Palestina, estes povos estavam geograficamente localizados junto ao Rio Nilo, na Mesopotâmia e na Ásia Menor, que por volta do segundo milênio antes de Cristo deram início a um sistema de Impérios cujos interesses gravitavam na esfera de dominação política.
O emprego de uma nova tecnologia de guerra possibilitou aos egípcios saírem na frente nesta disputa de domínios, a utilização de cavalos atrelados a carros de guerra, possibilitava vencer qualquer exército da época ( cerca de 2.200 anos antes de Cristo), o cavalo neste momento representava um luxo exacerbado, parece ser originário do sul da Rússia e foi levado para a região do
Nilo por Tribos nômades.
O Desenvolver de técnicas de produção e de guerra proporcionou a ascensão posterior dos Mitannis, Assírios e Babilônios impondo certo equilíbrio diplomático.

Neste cenário de disputas territoriais e políticas nasce o povo Hebreu, que diferentemente dos demais povos do Oriente antigo, não possuía até então um território tradicionalmente delimitado, nem uma “cultura peculiar”, antes porém, os hebreus eram a mistura das culturas Siro-palestinense, Proto-árabe e egípcia.

Palco de constantes guerras, esta região consagrou-se como o berço das civilizações antigas, nos permitindo entender à saga guerreira da nação que ficou conhecida como ‘povo de Deus’.
No Oriente Antigo teremos com os Fenícios a técnica de Marinha mercante , o nascimento da escrita (Alfabeto) e noções de números e contagem, assim como o primeiro código de conduta ético-moral Sacrifício de Isaque.
utilizado no ambiente jurídico ( o código de Hamurabi). No Egito desenvolver-se-á a medicina , a engenharia e a guerra fechando o elo de conhecimentos necessários para reger os mega impérios peculiares da região.

Antes de qualquer coisa, no Oriente antigo encontramos um terreno fértil para as religiões,nele nascerá a teoria mitológica da criação mais conhecida e aceita de todos os tempos ( Gênesis 1), e o código social que ainda hoje rege gerações: a Bíblia Sagrada.


O patriarca Abraão era originário de Ur dos Caldeus (Gên. 12), região que estava sob o domínio Babilônico, e na pessoa do Imperador Hamurabi, lhe será concedido credenciais de cidadania Babilônica, e estas credenciais lhe garantirão o respeito e benevolência necessários em todos os reinos que este visitou; entre seus descendentes, temos os Árabes que descendem de Ismael (filho da escrava Agar- Gên. 16) e Israel que nasceu de Isaque (filho da esposa Sara – Gên.21).
Esta família se tornará volumosa com a violação de Diná (Gên.34), filha de Jacó por um príncipe de Siquém, que resultará no massacre de todos os homens desta cidade, e posteriormente no Egito sob a tutela de José (Gên.46), os filhos de Israel se multiplicarão á ponto de incomodar a estabilidade política do faraó iniciando o período de luta pela libertação do povo.


O Êxodo
* Antonio Pereira dos Santos
Israel antes da liderança de Moisés não passava de um aglomerado de tribos que viviam na condição de escravos no Egito, e não possuíam um território geograficamente delimitado, nem estrutura política significante, e semelhante a eles existiam centenas de outras tribos nestas regiões, que em sua maioria possuíam laços de parentesco entre si.

O período de Moisés é o momento em que Israel deixará o anonimato, para entrar para a história definitivamente. Moisés representava um grupo de patriarcas conservadores e extremamente radicais, e justamente este radicalismo será o diferencial de Israel.

Moisés e os 10 mandamentos.

Os povos do Oriente antigo tinham de alguma forma certo parentesco, e este parentesco resultava não só na proximidade da língua e cultura, mas também na proximidade de práticas religiosas, é possível perceber isto no ocorrido com Melquisedeque e com Balaão.

Segundo a analogia de textos bíblicos a região foi partilhada pelos filhos de Noé (Gên. 9), sendo que a região da Mesopotâmia foi habitada pelos filhos de Sem, a parte noroeste foi habitada pelos filhos de Jafé, e a parte que abrange a Palestina e Egito, povoado pelos filhos de Cam.

O Período de Moisés representará á cima de tudo a “Justiça de Javé na Terra” por isso o termo “Lei de Moisés” que encerra um período em que “não havia lei (pelo menos de forma radical) entre os filhos de Israel”, assim Moisés será a esperança capaz de proporcionar a Israel sua Religiosidade, sua cultura e sua identidade Político-Nacional.
Parece ser ele quem escreve o 1º livro da Bíblia (Jó) , compila toda a tradição oral da Criação do Mundo e do Ser Humano, traça árvores genealógicas dos patriarcas, e menciona os pontos importantes das sociedades até seu tempo. Criado no Palácio de Faraó, Moisés foi um dos personagens mais Ilustres e Mais Inteligentes de seu tempo, não é de se espantar que tenha sido autor de 6 dos mais importantes livros do velho testamento, são eles:

Jó: Sabedoria e Paciência
Gênesis: O Início
Êxodo: A Saída
Levítico: Instruções Sacerdotais (Levitas)
Números: Recenseamento
Deuteronômio: 2ª Lei ou Revisão da Lei

Viveu aproximadamente 120 anos, sendo os primeiros 40 no palácio de Faraó ( Ex 2), sendo instruído em toda a ciência da época, os próximos 40 anos em pleno anonimato no deserto (Ex 2:11) na casa de seu sogro Jetro, e os últimos 40 anos de sua vida, este enfrentará o Faraó do Egito, libertará o povo cativo e mais importante do que ter tirado o povo do Egito, conseguirá no deserto tirar o Egito de dentro do povo, formando assim o povo separado (santo) que Javé prometera a Abraão,a peregrinação no deserto será marcada por muitos eventos sobrenaturais, como o abrir do mar vermelho (Êx.14), o misterioso Maná diário (Ex. 16) e etc.
Tratará de normatizar e padronizar a religião e as regras de conduta sócio-moral, instruindo inclusive o povo a observar regras básicas de higiene, no evento do Monte Sinai escreverá o 1º Salmo da Bíblia (Êx. 19), o Salmo 91; não receberá de Javé a permissão para adentrar a Canaã e por causa disso escreveu o Salmo 90 “ ...Senhor ensina-nos a contar os nossos dias...”


A Tomada da Terra
* Antonio Pereira dos Santos

Após a morte de Moisés, assume a liderança de Israel o príncipe de Tribo de Efraim conhecido como Josué que tinha aproximadamente 80 anos de idade,e há muito tempo já havia provado seu valor no episódio dos 12 espias enviados por Moisés (Nm.13), dos quais retornaram apenas dois espias com boas noticias (Josué e Calebe).



A era de Josué (Js.1) é um novo marco na História de Israel, pois é neste período em que se dará a posse da terra prometida; Canaã emanava leite e mel, no entanto estava entregue aos diversos povos descendentes de Cam, que em certo episódio foi amaldiçoado por seu pai Noé (Gên.9:25), a maldição previa que este seria servo e escravo de seus irmãos, de forma que, ao possuir a terra de Canaã, os filhos de Israel que descenderam de Sem (o filho abençoado) parece materializar a maldição de Noé sobre o filho incoerente.

O momento da tomada da terra (Js. 6) , foi para Israel um glorioso nascimento como nação, algo que em pouco tempo proporcionou o respeito dos povos visinhos, mas o que vale ressaltar que o ponto principal para que Israel desabrochasse como nação foi entre muitos fatores, sua religiosidade.
Como um povo relativamente pequeno, sem profundidade de estrutura política, sem grandes experiências de Guerra e sem qualquer acordo diplomático com nenhuma potência da época e desprovido de riquezas, pode vencer Amoreus, Moabitas, Filisteus, Jebuseus,Ferezeus entre tantos outros, que já estavam estabelecidos na terra? E no caso de Jericó, envoltos por uma majestosa muralha?

O Livro de Josué, primeiro de 12 livros que contaram a História de Israel se distingue pela política de disputa territorial e pelas práticas de guerra pouco comuns para a época, ex: as 13 voltas jubilantes ao redor de Jericó (Js 6).



As 12 Tribos
* Antonio Pereira dos Santos

Houve entre os povos antigos um sistema bastante comum de organização político-federativa que se aproximava ao modo de produção asiática ou modo de servidão coletiva que no Egito e na Ásia eram extremamente radicais.

Mas o Oriente Médio parece ter adotado um sistema mais brando que é a aglomeração de tribos ou clãs, sempre obedecendo os números 6 ou 12, de forma prática, facilitava a distribuição de certas tarefas comunitárias, sendo que em cada mês do ano uma tribo estava responsável pelas tarefas de interesse da comunidade, tal como edificar muralhas,construir pontes, semear os campos pertencentes a federação e etc.
As 12 tribos de Israel derivam da família do Jacó que recebeu o nome de Israel, daí nasce a expressão “ filhos de Israel”, são eles:

Filhos da esposa Lia: Rubem, Simeão, Levi , Judá, Issacar e Zebulon;

Filhos da esposa Raquel (que ele amava) : José e Benjamim;

Filhos da escrava de Lia: Gade e Aser;

Filhos da escrava de Raquel: Dã e Naftali.

Um ponto muito interessante é a questão de que a tribo de Levi (da qual Moisés pertencia), talvez, por ter mais afinidade com a religião, ficou encarregada de cultivá-la e por isso não recebeu nenhuma terra, mas para obedecer à estrutura de tribos confederadas agrupadas em numero de 12 foi necessário dividir uma tribo, não existindo assim uma tribo de José e sim a divisão desta casa em duas tribos: Efraim e Manasses (os filhos de José).

Os Reinos
* Antonio Pereira dos Santos

Entre os séculos XII e XI a.C. os Israelitas ainda mantinham sua organização social baseada nas tribos confederadas mas independentes entre si. Após a Morte de Josué, nos momentos críticos constituíam-se um chefe local que recebeu o nome de Juiz.


Uma vez estabelecidos na terra, Israel almejava somente a paz, mas um turbilhão de violência iniciado pelos Filisteus, forçará Israel a estruturar-se politicamente, não mais em confederações de tribos independentes e sim em um estado único, neste momento, Samuel que foi o último dos juízes, incapaz de deter a vontade/necessidade do povo, unirá as tribos para o combate de um inimigo comum, para isso foi necessário criar uma autoridade supertribal: O Rei.

Um benjamita por nome Saul, saberá se sobressair nessas circunstâncias liderando o povo contra o exército Amonita (1SM 11), assim sua gestão será marcada pela formação de um exército profissional e se movimentará para a estruturação de Israel como estado único, que neste momento não tinha uma capital, nem palácio nem infra-estrutura necessária para centralizar e normatizar a cobrança de impostos, Saul começará a acumular terras reais, para isto seu exército precisará estar envolvido em constantes disputas, só assim será possível manter o exército ativo a avançar na consolidação do estado.

No exército de Saul, se destacará um jovem militar chamado Davi que liderou o exército por anos e em um determinado momento, deixará o exército oficial para montar seu próprio exército na Transjordânia, aproveitará o evento da morte de Saul e seu filho Jônatas para retornar a Judá, onde foi coroado rei.

Davi foi um político brilhante, já de início se encarregará de conquistar a primeira capital de Israel: Jerusalém, também conhecida como cidade de Davi, e assim construiu seu império subjugando e impondo impostos aos Edomitas, Moabitas,Arameus,Filisteus e Amonitas.


Houve quem suspeitasse da morte de Saul e seus descendentes, por isso Davi teve de enfrentar vários movimentos de rebeldia, o maior deles foi encabeçado por seu filho Absalão que conseguiu coroar-se rei em Hebron.

Do ponto de vista da religião, tomou algumas atitudes interessantes: trouxe a Arca da Aliança para a nova capital e nomeou o sacerdote chefe como funcionário da coroa e iniciou os preparativos para a construção do templo de Javé que se consolidou com seu sucessor Salomão.

Salomão dividiu o reino em 12 distritos com governadores responsáveis pelo levantamento dos tributos suficientes para a manutenção do aparelho do estado e a luxuosa obra da construção do templo de Javé. Além dos tributos de bens materiais foi instituído o tributo de trabalho forçado que se alternava de 3 em 3 meses, cumprindo-se o que havia dito Samuel: “vós mesmos vos tornareis seus escravos”(1SM 8:17).

No final do reinado de Salomão houve uma revolta encabeçada por Jeroboão, alto funcionário da administração responsável pelos distritos de Efraim e Benjamim, esta rebelião acabou em fracasso obrigando-o a se refugiar no Egito, com a morte de Salomão em 931 a.C. foi a oportunidade para o retorno de Jeroboão e retomada das reivindicações, este reuniu os príncipes das tribos e em audiência com Roboão (filho de Salomão) e deixou claro que para proclamá-lo rei seria necessário que retirasse do povo o fardo pesado imposto por seus pais as tribos.

Por sua vez, Roboão se nega a atender o pedido e é obrigado se refugiar em Jerusalém onde tinha o apoio da tribo de Judá e Benjamim, Jeroboão será coroado rei em Siquém com o apoio das 11 tribos restantes configurando assim a divisão do reino em Judá ao sul e o reino de Israel ao norte.


A Dinastia de Amri (884-841 a.C.)

Com a complexificação das estruturas políticas entre os povos da palestina, houve a necessidade de uma re-estruturação social,foi construída uma nova capital para a coroa (reino de Israel) que recebeu o nome de Samaria ( 1RS 16:24), os soberanos desta época precisavam de subordinados cegamente fiéis para a expansão de seus domínios, houve nos tempos de Davi uma tentativa frustrada de “domesticar” Javé , e sabendo que seria impossível fazer frente aos inúmeros sacerdotes e profetas que conduziam o povo, esta dinastia tentou afastar o povo de seu Deus (Javé).
Instituíram assim o culto a Baal á partir do casamento de Acabe com a princesa da Sidônea (Jezabel) que trouxe com sigo os sacerdotes e construíram um templo dedicado a este deus (1 RS 16:32).
Foi considerado como período negro na História de Israel este momento, e assim surgem os grandes profetas Elias e Elizeu.

A Dinastia de Jeú (841-752 a.C.)

Em auxílio ao povo, Javé envia profecias á Elias e Elizeu, e estas se realizam com o levante liderado por Jeú que destitui do poder a família de Acabe expulsa de Israel o culto de Baal, na perspectiva do povo, houve uma considerada melhoria de vida.

Manuscritos do Mar Morto
O reino de Judá que estava entregue ao esquecimento, depois de anos, aparece importantes profetas:
Isaias ,Oséias e Miquéias.

De 738 á 630 a.C. a Palestina esteve sob o domínio da Assíria ( ver Os.8 e Isaias cap. 36) e posteriormente teremos o Rei Josias como reformador, reestruturando Israel de forma religiosa de 640 á 609 a.C.

No entanto esta paz foi perturbada pelo período de hegemonia Babilônica ( de 605-539 a.C.) entrará em cena o Profeta Jeremias ( ver Jeremias cap. 27 ao 30; Daniel cap. 01 ao 05, Judite cap. 01, Baruc cap. 01) e Ezequiel (ver Ez.1) em Israel e o Profeta Daniel no seio da Babilônia.

Novamente, como auxílio ao povo, aparecerá os Persas ( ver Daniel cap. 06 ao 11; Isaias cap. 45) que exerceram seu poder de 539 á 332 a.C., este é o período de Esdras, Neemias, Ageu e Zacarias.

A passagem de Alexandre Magno na Palestina abriu a era de dominação Helenística (332 á 167 a.C. ver Daniel cap. 12; 1 Macabeus cap. 01)

A Insurreição Macabéia durará de 167 á 63 a.C. ( ver 1 e 2 Macabeus) e a tomada de Jerusalém pelo general Pompeu abrirá a Era Romana.



QUADRO CRONOLÓGICO DA HISTÓRIA DE ISRAEL


PERÍODO
ACONTECIMENTO
Séc XIV A.C.
ÊXODO DO EGITO
1.000 A.C
DAVI CONQUISTA JERUSALÉM
931 A.C
JEROBOÃO COM AS TRIBOS SE REVOLTAM CONTRA ROBOÃO
884-841 A.C
A DINASTIA DE AMRI (AMRI,ACABE, OCOZIAS E JORÃO)
841-752 A.C
A DINASTIA DE JEÚ (JEÚ, JOACAZ, JOÁS, JEROBOÃO II E ZACARIAS)
722 A.C
DESTRUIÇÃO DE SAMARIA PELOS ASSÍRIOS
640 – 609 A.C
REINADO DE JOSIAS (REFORMA)
597 A.C
DEPORTAÇÃO DE JOAQUIM A BABILÔNIA
586 A.C
DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM
520-515 A.C
RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE JERUSALÉM
445 A.C ?
GOVERNO DE NEEMIAS
332 A.C
ALEXANDRE MAGNO CONQUISTA A PALESTINA
167-164 A.C
INSURREIÇÃO DOS MACABEUS
63 A.C
POMPEU CONQUISTA JERUSALÉM PARA OS ROMANOS
66-70 D.C.
GUERRA CONTRA ROMA (DESTRUIÇÃO DO TEMPLO)



BIBLIOGRAFIA

ATLAS DA BÍBLIA. Ed. Paulus, 1985.

BIBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, Trad. João Ferreira de Almeida, Rio de Janeiro, Ed. CPAD, 2002.

BIBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo, Sociedade Bíblica Católica/Paulus, 1985.

BIBLIA SAGRADA. Trad. João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida, São Paulo, Ed.CPAD, 1995.

BIBLIA SAGRADA. Trad. Paulo Mattos Peixoto,São Paulo, Ed. Paumape, 1979.

CESARÉIA, Eusébio de. “ História Eclesiástica, os primeiros quatro séculos da Igreja Cristã”,Rio de Janeiro, Ed. CPAD, 1999.

COTRIM, Gilberto. “ História e Consciência do Mundo” ,São Paulo, Ed. Saraiva, 1994.

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______________. “ História de Israel e dos povos visinhos”,Petrópolis, Vol. 2, Ed. Sinodal/Vozes, 1997.

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MELLO, Luiz Gonzaga de. “ Antropologia Cultural- Iniciação teoria e temas”, Petrópolis, Ed. Vozes, 1982.

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VICENTINO, Cláudio. “História Geral”, São Paulo, Ed. Scipione, 1997.


Anexos

Anexo 1- Oriente Antigo

Anexo 2 – A Divisão das Tribos

Anexo 3 – A divisão dos Reinos

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